E-books: Literatura em um clique

Por Aline Frederico
Coluna High Tech

No post anterior, falamos sobre os livros aplicativos, que promovem uma nova maneira de se contar histórias no universo digital. Mas um bom romance ou livro ilustrado igualmente fazem crianças e adultos mergulharem no mundo da ficção com o simples uso de palavras e imagens.

Para os brasileiros vivendo no exterior, uma dificuldade é ter acesso a esse enorme repertório de histórias em português. Livros são pesados e o frete muitas vezes sai mais caro que o livro em si. Além disso é comum famílias estarem em trânsito e terem dificuldade em manter uma biblioteca. Outras simplesmente não puderam levar seus títulos favoritos do Brasil quando se mudaram. Os e-books então permitem que se tenha acesso a esse conteúdo, em português, mesmo estando longe.

+ Você conhece a biblioteca da BEM? Mais de 1200 são enviados para todo os EUA!!

Os e-books são uma maneira de se ter acesso à literatura “tradicional” em formato digital. Diferentes tipos de e-books oferecem diferentes funcionalidades. O formato mais simples é simplesmente uma versão digitalizada do livro impresso, geralmente um PDF com funcionalidades restritas a links e busca.

No meio do caminho há livros que não apresentam formas complexas de interatividade, mas que usam ferramentas do meio digital para facilitar a leitura, como acesso a dicionário em um clique, anotações e customização do design (tamanho, cor e fonte do texto, cor de fundo, margens, etc.). Finalmente, alguns e-books, chamados de livros enriquecidos (do inglês enhanced e-books), permitem escutar o livro narrado, ter pequenas animações e vídeos e interagir com as imagens, o que aproxima esses e-books do livro-aplicativo.

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Enquanto a maioria dos aplicativos disponíveis são mais focados no pequeno leitor e em narrativas com menos texto, os e-books apresentam praticamente todo gênero literário que pode ser encontrado no livro impresso, com oferta pra todas as idades.

Existem muitas maneiras de acessar e-books, e o próximo post será um passo-a-passo de como fazê-lo nas principais plataformas, mas hoje vou me concentrar nos conteúdos que estão disponíveis nesse formato.

Os títulos indicados abaixo estão disponíveis pelo iTunes, mas vale pesquisar o que está disponível na sua plataforma. Algumas das principais lojas de e-books são:

iBooks: para sistema operacional Apple

Google Play: para sistema operacional Android

Livraria Cultura: pode ser lido em diversas plataformas (Apple, Android, Windows Phone, PCs e Kobo)

Amazon:para ser lido em aparelhos Kindle ou no aplicativo Kindle para dispositivos móveis

 

Clássicos da literatura infantil
Muita gente tem doces lembranças das histórias que leram na infância e o carinho e o afeto quando transmitem essas histórias pros filhos, carregadas ainda pelas saudades do Brasil, fazem o momento da leitura ainda mais especial.

Alguns clássicos disponíveis nesse formato são:

20 títulos de Monteiro Lobato, pra adultos e crianças, incluindo vários títulos do Sítio do Pica-Pau Amarelo

Maluquinho pelo mundo, de Ziraldo:Não é o original mas ter o Menino Maluquinho interagindo com amigos de diversos lugares do mundo é perfeito para os Brasileirinhos.

 

Literatura infantil contemporânea
A última década foi uma nova era de ouro da literatura infantil brasileira, com o ponto alto tendo sido a premiação do autor e ilustrador Roger Mello em 2014 com o prêmio Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da literatura infantil. É importante trazer literatura brasileira de qualidade pras crianças, que as faça ter contato com a realidade brasileira e com o nosso jeito de contar histórias. Algumas sugestões:

Fulustreca, de Luiz Raul Machado e Roger Mello

A editora Pipoca é a única editora brasileira totalmente voltada à produção de e-books e seus livros estão disponíveis em diversos formatos. No site deles ainda há recomendações de atividades muito legais pra fazer com as crianças.
Um destaque é o livro No meu guarda-roupa, de Carla Chaubet.

 

Leia você em português
Aquela velha máxima de que as crianças aprendem com o exemplo dos pais é bastante verdadeira no que diz respeito ao fomento à leitura. No caso de famílias de Brasileirinhos, ela se estende a uma outra questão: você lê em português? A maior parte dos e-books disponíveis é voltado ao público adulto. Encontre os livros que te interessam ou releia seus autores favoritos. Converse com seus filhos sobre o que está lendo, sobre o prazer de ler em português, sobre alguma expressão brasileira que você não escutava faz tempo. Alguns dos meus favoritos:

CLÁSSICO
Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector

CONTEMPORÂNEO
Leite Derramado, de Chico Buarque

NÃO-FICÇÃO
1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil, de Laurentino Gomes.

E pra conversar com seus filhos sobre a história do Brasil, há a versão juvenil de 1808, adaptada por Luiz Antonio Aguiar e ilustrado por Rita Bromberg Brugger:

Se você tem dúvidas sobre como acessar os e-books, não perca o próximo post, em que vou explicar direitinho como acessar os títulos brasileiros mesmo estando no exterior.

 

Screen Shot 2016-03-28 at 7.29.22 PMAline Frederico é pesquisadora e doutoranda em literatura infantil na Universidade de Cambridge e pesquisa livros infantis interativos no iPad. Colabora com o recém-nascido blog Literatura Infantil Digital e coordena o projeto Historinhas em Cambridge de contação de histórias em português. Na Plataforma Brasileirinhos, Aline comanda a coluna High Tech.

 

 

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O rei da roça

Por Rita Turner
Coluna Culinariando

Não dá pra falar de junho sem pensar em festa junina, e claro, seus quitutes deliciosos. Entre as emoções do correio elegante, uma estadia breve pela cadeia, depois pescaria, quadrilha… não há santo que aguente em pé se não der uma paradinha para abastecer. Aí é que começa a parte mais saborosa do mês de junho: os quitutes de festa junina.

Tem barraca de doce, de salgado e de quentão, que é muito bão. Poderíamos falar um pouco de cada coisa gostosa que sai dessas barracas – cocada, amendoim, cachorro-quente, canjica, bolo de fubá, bolo de milho, bolo de tapioca, maçã do amor, paçoca, arroz-doce, pinhão, pastel, pé de moleque,a lista faz o caminho da roça toda. Mas hoje vamos falar dele, o soberano dos arraiás e sem o qual junho não seria o mesmo: o milho.

O milho é comida originária daqui das Américas e foi parte fundamental nas culturas das civilizações Aztecas, Maias e Incas onde ele está presente, inclusive, em seus altares. Em terras brasileiras, nós sabemos que os povos indígenas cultivavam milho e que é através das mãos nativas que o milho chegou às cozinhas portuguesas.

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Os portugueses logo perceberam que o que tinham em mãos era ouro na cozinha. Dalí começaram a sair muitos dos pratos conhecidos até hoje: bolos, biscoitos, pães, broas. Câmara Cascudo cita em seu livro “A História da Alimentação no Brasil” a seguinte canção portuguesa:

Quem tem milho tem farinha,
Quem tem farinha tem pão

Das cozinhas europeias o milho fez o caminho de volta e se instalou na roça com força total. Lá, sua farinha era usada para engrossar caldos e ensopados dos tropeiros e os quitutes das casas grandes não demoraram a cair no gosto popular. O resto é história, ou melhor, presente.

O humilde milho
À primeira vista pode-se até pensar que ele, o milho, é um sujeito humilde, afinal, não gosta de atrair atenção como o trigo, nem disputa rótulos nacionalistas como a mandioca. Mas, não se enganem: quando você vai com o trigo, o milho já está voltando com a maisena, o fubá, a polenta, o óleo, a pamonha, a pipoca e o cereal matinal. Tudo sem glúten.

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É que o milho é um verdadeiro come-quieto. É aquele sujeito que ninguém sabe exatamente quem convidou mas que está em todas as festas e sai em todas as fotos. Você já deve ter conhecido alguém assim.

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No meu caso, lembro que, na minha festa de 5 anos, tinha uma menina que eu nem sei quem era, não lembro o nome, mas que acabou em todas as fotos da festa, de vestido azul e rabo de cavalo preso com uma fita da mesma cor. Até na foto do parabéns ela aparece. Assim é o milho, se infiltrando em todos os tipos de pratos – doces ou salgados – de todos os lugares do mundo numa verdadeira dominação global.

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Muitos não sabem, mas o milho tem a sua própria oração-poema, escrita por Cora Coralina, a poetisa das coisas simples. Nele, Cora diz que o milho é “de origem obscura e de ascendência pobre, alimento de rústicos e animais do jugo”. Porém, o milho não esquenta com essas coisas (e se esquenta, no máximo, vira pipoca). Ele é democrático sim, sempre a serviço de porcos, homens e espantalhos (já imaginou espantalho careca?).

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De grão em grão
Comer milho na espiga é uma delícia e, para mim, algo que traz muitas lembranças boas. Minha mãe me ensinou a escolher o milho na feira ou no supermercado. O truque, que uso até hoje, é espetar com a unha um grão – se espirrar longe é sinal de milho fresco.

Para cozinhar as espigas, minha mãe usava a panela de pressão. Mesmo assim não era rápido o suficiente. Lembro-me dos intermináveis momentos de antecipação sentindo aquele cheirinho contagiante sair da panela.

Tá pronto, mãe?
Sim, mas tá muito quente.

O tormento da espera continua, até que, sem conseguir esperar mais um minuto sequer, coloco a espiga comprida no prato fundo. Lambuzo-a de manteiga e salpico com sal. Um punhado de guardanapos embrulha as pontas da espiga. A fumaça ainda é visível, mas a carne é fraca e a gula forte. Nhac!

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A mãe estava certa, queimo o céu da boca, mas a teimosia vale a pena. O coração se acalma ao sentir o sabor doce do milho misturado com o salgado da manteiga. Nada no mundo se compara.

Comer milho na espiga também era um divertimento à parte, com direito a plano de estratégia, tal qual uma batalha naval. Havia várias possibilidades de execução: eliminar fileira por fileira, de uma ponta a outra ou ir girando a espiga.

Vale tudo, só não vale deixar grão pra trás. Os que ficam nas pontas são menores, porém mais macios. Conforme vai esfriando, dá pra chupar a espiga, de onde sai um caldinho maravilhoso. Ao final do ato consumado, várias espigas empilhadas no prato, a alma lavada, a barriga cheia e o coração feliz.

São essas memórias que me vêem à mente quando sento para comer milho com minha filha, e que continuam a encher-me de uma sensação de felicidade e nostalgia, quente e doce como milho verde saindo da panela. Pra terminar bem essa conversa caipira, deixo você, leitor, com um poemilho:

São João proseia com querubim:
Não seria a maisena
Um pó de pirlimpimpim?

Lendo Eu, Fernando Pessoa

Por Cristina Marrero
Coluna Lendo

Quando escrevo um texto sobre algum livro há, de certa maneira, uma ordem ou sequência. Leio o livro, me informo sobre o(a) autor(a), o(a) ilustrador(a), vejo alguns comentários sobre a obra e sento à frente do computador para escrever. Com esse livro o processo foi totalmente diferente e extremamente prazeroso.

Para começar, estamos tratando de Fernando Pessoa, poeta português que dispensa apresentações. Depois o formato da narrativa: quadrinhos, algo bem diferente do que estou acostumada. Sobre a autora não precisei pesquisar muito, tive o prazer de conhecê-la e conversar com ela pessoalmente. E por último, o livro foi lido “a quatro olhos e duas vozes”. Ao meu lado na leitura, a minha filha adolescente entrou pela primeira vez no universo poético de Pessoa.

Eu li Pessoa pela primeira vez na universidade e o conceito da heteronimia me fascinou pela novidade, pela criatividade e genialidade desse autor. Para quem não sabe ou não lembra, o poeta português criou três heterônimos e um semi heterônimo, cada um com as suas características (Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Bernardo Soares).

Em maio deste ano, durante a III Conferência sobre o Ensino, Promoção e Manutenção do Português como Língua de Herança, tive o prazer de conhecer a Susana Ventura, palestrante principal da conferência, autora de inúmeros livros infanto-juvenis e com um enorme conhecimento sobre Fernando Pessoa. Na sua fala esse conhecimento fluiu e de uma maneira suave e agradável, como quem está tendo dois dedinhos de prosa, Susana contou detalhes sobre a vida e obra de Fernando Pessoa como quem fala de um velho conhecido. Foi a primeira fisgada para ler este livro.

capa-eu-fernando-pessoa-altaO livro é lindamente ilustrado por Guazelli que possui uma vasta experiência como quadrinista e foi premiado diversas vezes pelo seu excelente trabalho. Em Eu, Fernando Pessoa ele nos brinda com um projeto gráfico bem diferente, pelo menos para mim, e que agradou muito à minha companheira de leitura. A escolha das cores e os desenhos dão um toque especial ao texto que ganha ares de cinema e mistério.

De cinema porque há como cortes de cena, como se a camera fizesse tomadas e a ação muda de lugar ou perspectiva. Isso acontece também pela escolha do texto. Além dos poemas, a autora utiliza uma carta que Fernando Pessoa enviou ao seu amigo, Adolfo Casais Monteiro, na qual descreve como e quando nasceram os heterônimos.

Já o mistério se apresenta sutilmente nos desenhos, nas cores, nos traços, nos acontecimentos reais, como a internação de Pessoa no Hospital São Luís dos Franceses, que se misturam com a poesia e carta e que nos permitem ser mais do que leitores, mas sim cúmplices de segredos guardados e agora revelados. “E o que se seguiu foi o aparecimento de alguém em mim, a quem dei desde logo o nome de Alberto Caeiro. Desculpe o absurdo da frase: aparecera em mim o meu mestre.” Como o heterônimo pode ser mestre de quem o criou? Parada na leitura para discussão quase filosófica…

A leitura deste livro foi uma experiência encantadora. Ver minha filha de 15 anos descobrindo Pessoa, perceber suas reações, discutir algumas idéias, trabalhar o vocabulário, compartilhar poesia e ser tocadas profundamente pelo Livro do desassossego, de Bernardo Soares. Certamente Eu, Fernando Pessoa é um livro para ser revisitado e que abre o caminho para novas leituras, pelo encantamento com os heterônimos, pela beleza dos poemas, pela história de Fernando Pessoa.

Ao final do livro, os posfácios de Susana Ventura e Guazelli são tão ricos quanto o próprio livro, neles os dois explicam os desafios e as escolhas para esse projeto. Para quem quiser saber mais sobre o trabalho da Susana Ventura, visite o blog dela, aqui.

 

10520087_10205119346253278_826309639437374543_nCristina ama literatura infantojuvenil e por isso, faz as aventuras, descobertas e fantasias chegarem até você através de dicas e reviews de livros. Cristina é diretora da Biblioteca Infanto-juvenil Patricia Almeida, um departamento da Brasil em Mente.

 

logo_BIBPA Associe-se já à biblioteca infanto-juvenil brasileira Patricia Almeida. A BIBPA está a sua espera, com muitos outros títulos da autora Susana Ventura. Você pode receber livros em sua casa, em todo os EUA.

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Movendo montanhas para o aprendizado e manutenção do PLH

Por Carla Scheidegger
Coluna Pelo Mundo

AustriaNesse mês conversei com Julliane Rüdisser – idealizadora da Mala de Leitura do Tirol – que, como muitas das mulheres envolvidas em trabalhos em prol do PLH, foi viver no Tirol austríaco levada por um grande amor.

O Tirol é uma região da Áustria. Faz fronteira com a Alemanha ao norte e com a Itália e a Suíça ao sul. Montanhas grandiosas com picos nevados, boa cozinha e os cristais Swarowksy fazem parte de um cenário de tirar o fôlego. Innsbruck é sua capital e onde vive Julliane.

Segundo ela, a Áustria oferece por lei a garantia do ensino de línguas de herança – mais de 20 línguas são ensinadas nas escolas públicas do país. Apesar dessa valorização, são grandes as pressões políticas para que os estrangeiros se “integrem” e “assimilem” a cultura austríaca (onde a língua oficial é o alemão), gerando um efeito contrário: os imigrantes acabam negando suas raízes. Essa questão chamou a atenção da nossa entrevistada que focou seus estudos na área de Línguas de Herança.

Um dos pré-requisitos para conseguir espaço nas escolas e desfrutar do direito do ensino da língua de herança é ter um número mínimo de crianças para formar uma turma. Este já representa o primeiro desafio enfrentado pela iniciativa de Innsbruck, pois as crianças que teriam o perfil para formar um grupo, vivem, muitas vezes, espalhadas pelos povoados nos Alpes, sem nenhum registro oficial em embaixadas ou consulados brasileiros.

Julliane acredita que pessoas felizes “precisam ter suas raízes saudáveis e fortes”, e, por isso, iniciou seu projeto com a comunidade brasileira, emprestando o nome de outra iniciativa – a Mala de Leitura de Munique. Seu objetivo era reunir crianças e jovens falantes de português para ganhar representatividade e conseguir o ensino em rede pública. Muito rapidamente, percebeu que seu propósito era muito mais abrangente e que quem tinha carência de sua própia herança eram os adultos.

Julliane seguiu confiante com suas colaboradoras, aceitando o rumo que o projeto levou. Hoje, alegra-se ao ver o resultado de sua dedicação quando as crianças vão, pouco a pouco, se comunicando em português e suas famílias reencontram sua brasilidade e sua identidade cultural.

Viver numa região exuberante e turística como o Tirol austríaco pode ser muito atraente, mas também tem seu preço. Este, muitas vezes, alto demais. Assim, para atingir as crianças e adolescentes, Julliane expandiu sua proposta aos adultos para que estes se reconectassem com suas raízes e resgatassem sua identidade em primeiro lugar.

Finalizamos nossa conversa com uma notícia muito boa: Juliane conseguiu o número mínimo de crianças pra formar duas turmas e iniciar as aulas de português na rede pública em setembro deste ano!

Parabés, Julliane!
Assista aqui a entrevista.

 

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