Muitas línguas…

Por Felicia Jennings-Winterle
Editora da Plataforma Brasileirinhos

Língua… o que é isso? É esse músculo cheio de funções que você tem ai na sua boca e que te permite saborear o mundo. É também um sistema de símbolos, de gestos, de sons e de convenções com os quais conhecemos o mundo. A língua sistema é tão sua quanto a língua músculo; mas, ao contrário da que fica dentro da boca ser só uma (ainda bem!), você pode ter muitas línguas.

Cada língua tem um status na história da sua vida e para cada uma delas você guarda um sabor especial.

Tem a língua materna, aquela (ou aquelas) que você aprende desde pequeno, desde o primeiro encontro com quem cuida de você. Tem a língua estrangeira, aquela (ou aquelas) que é de outros lugares que você deseja conhecer, que é charmosa, que está na moda ou que, por alguma razão, alguém acha importante você aprender. Tem também a língua de herança, aquela (ou aquelas) que é sua onde quer que você vá e que é dada às gerações que nasceram em terras de gente de outra língua.

Ao longo da vida, você muda de gostos, de valores. Muda de verdade.

É tudo muito filosófico, muito poético, mas uma coisa é clara – a língua e o status dela mudam com você.

A que de repente era língua materna, central, primária, pode passar a ser secundária, minoritária, de dentro de casa, de pouca gente. A que era língua estrangeira pode passar a ser tão sua, que até sonhar é possível nessa antiga estranheza. A que você tinha um dia de especial, de diferente, de incomum, pode em outro, passar a ser língua majoritária, língua de “todo mundo”. E, às vezes, aliás, muitas vezes, a que era dominante, a que você mais conhecia, pela qual você mais conversava com o mundo, acaba dividindo esse espaço central com outra língua.

É importante conhecer cada um desses modelos linguísticos para que você se conheça melhor e para que celebre o que é seu, o que é nosso e o que é de outros.

No dia 21 de fevereiro comemora-se o dia da língua materna, no dia 5 de maio comemora-se o dia da língua portuguesa nos países de língua portuguesa, no dia 16 de maio comemora-se o dia do português como língua de herança ao redor do mundo e no dia 10 de junho comemora-se, no Brasil, o dia da língua portuguesa.

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E por que comemorar as diversas línguas? Porque em tempos de globalização, uniformização é uma triste, mas certa consequência. Precisamos celebrar a diversidade e nos tornar multi(de verdade)culturais. A adaptação pela qual passamos morando no exterior é fatal, e mostra como somos versáteis e como toda e qualquer cultura tem valor imensurável. E o resultado dessas interações através de culturas, que nunca é final, vai compor o que você tem de mais seu e de mais precioso, a sua identidade.

Feliz dias das línguas para você!

Pelo Mundo – cadastro

Andrea Menescal
Coluna Pelo Mundo

A Coluna Pelo Mundo apresentará em breve uma nova entrevista sobre o trabalho de pessoas e iniciativas que se dedicam pelo mundo afora ao ensino do Português como Língua de Herança (PLH). E para apresentar uma diversidade de iniciativas e experiências e vivências cada vez maior aqui, gostaríamos de conhecer outras iniciativas em prol do ensino de PLH que já existem há algum tempo e também as que estão “pipocando” em diversos países por todos os continentes. Dessa maneira, poderemos entrar em contato com vocês e , aos poucos, relatar sobre esse trabalho em nossas entrevistas.

Assim, convidamos todas e todos vocês a participarem do cadastro de iniciativas em prol do PLH, que a Brasil em Mente está organizando. Esse cadastro “tem como objetivo obter um panorama mais preciso do número de trabalhos pedagógicos voltados ao ensino e manutenção do português como língua de herança (PLH), assim como possibilitar trocas positivas de materiais, entre os indivíduos envolvidos (brasileirinhos e professores) e de reconhecimento dessa especialidade como língua-cultura.”

O cadastro é simples e pode ser respondido de maneira rápida.

Gostaríamos de saber, sobretudo, o nome da sua iniciativa, em que país se encontra, quantas crianças estão envolvidas e as propostas educativas da iniciativa.

Acesse a página abaixo e preencha o formulário exposto.

Ao responder, você ganha um kit para cada brasileirinho de sua iniciativa da obra Vamos colorir: animais do Pantanal, Amazônia e Cerrado (livro, livro de colorir e giz de cêra) do artista matogrossense Victor Hugo.

Pantanal

Em sua passagem por Nova Iorque (EUA) recentemente, Victor Hugo realizou uma exposição no Consulado-Geral do Brasil em Nova Iorque, outra – Alquimia da Cor – na Mantena GlobalCare em Newark, New Jersey, e recebeu o prêmio AC Awards 2015 em New Jersey.

Com os kits de Victor Hugo vocês podem trabalhar, por exemplo, temas de defesa do meio ambiente, diferentes animais brasileiros, inclusive alguns em extinção, e artes plásticas.

Participe!

Lendo O caso da lagarta que tomou chá de sumiço

Por Cristina Marrero
Coluna Lendo

o-caso-da-lagartaNum belo dia a Joaninha se dá conta que sua amiga, a Lagarta, desapareceu. Procura daqui procura dali mas nenhuma pista da sumida. Então ela resolve pedir ajuda à Dona Coruja, detetive conhecida dos animais da floresta. Sem nenhuma demora a Dona Coruja começa a investigação, cada pista conecta a detetive a algum animal. Quem será o próximo suspeito? A cada página uma pista leva a uma nova informação e o leitor se sente participando e tentando resolver o misterioso sumiço da Lagarta.

Esse é o enredo do livro O Caso da Lagarta que Tomou Chá de Sumiço, escrito por Milton Célio de Oliveira Filho e ilustrado de forma encantadora por André Neves. O autor nasceu em são Paulo, tem dois filhos e muitos sobrinhos o que lhe permitiu uma convivência feliz e prazerosa com crianças. Inventa brinquedos e jogos e adora escrever, aliás, escreveré, para ele, uma atividade onde acreditar em fadas, bruxas e animais que falam é perfeitamente aceitável. Já o ilustrador nasceu em Recife, no meio de uma cultura cheia de cores, movimentos e alegria, a paixão pelo desenho cresceu cada vez mais. Neste livro livro ele brinca com as técnicas usando colagem, desenhos com grafite e muita tinta.

As atividades possíveis através a leitura deste livro são muitas. Brincar de detetive junto com a coruja. Imitar os animais, que vão aparecendo a cada pista. Desenhos livres e coloridos. Passeios ao ar livre para observar a natureza. O texto é ricamente elaborado, com um vocabulário que não subestima o pequeno leitor e com uma trama que o convida ao desafio, a virar a página e fazer uma nova descoberta.