Especial Dia do PLH: Os lusíadas

Ao ensinar, manter e celebrar o português como língua de herança deve-se usar sempre uma literatura autêntica, mesmo que a traduzida seja sempre um recurso válido e quem sabe até de mais fácil acesso. E como esquecer dos clássicos? O clássico dos clássicos, Os Lusíadas, é uma obra fantástica, épica e… enorme. Mas mesmo esta obra, por vezes obrigatória em vestibulares, pode ser contada e recontada. E por que não recontada por um brasileirinho mais velho?

Pedro Ferreira, 16 anos, é residente em NY há 2 anos. Sua família além de manter o português em casa e investir em aulas particulares, oferece a eles uma vida de total imersão na cultura americana mas cheia de inputs na cultura brasileira de muita qualidade. A valorização da literatura brasileira é central nesta casa. Assim, Pedro foi convidado a ler a obra de Camões na versão original, depois uma adaptada e acabou criando a sua, voltada à crianças menores. Que tal você contar essa grande aventura aos seus brasileirinhos nessa semana de tantas comemorações?

Os Lusíadas, obra de Luiz Vaz de Camões (1572)
Adaptação: Pedro Ferreira (2014)

Em 1500, nos tempos dos reis, cavaleiros e piratas, um grupo corajoso de guerreiros se juntou para ser guiado pelo mestre Vasco da Gama. Estes guerreiros, eram pessoas da nação Lusa, os portugueses, uma nação escolhida por deuses para fazer a maior conquista do mundo. Os Lusíadas foram escolhidos depois de uma votação dos deuses: Neptuno, Baco, Marte e Vênus. Baco tinha sido o único que discordou desta escolha. Eles iriam fazer história, grandezas que iriam superar todas a conquistas passadas. Comandados por Vasco da Gama, os navegantes portugueses saíram do rio Tejo para a aventura de desenvendar os mistérios do mar desconhecido.

mapa

Baco não estava nada feliz com essa história. Usou os seus poderes sobrenaturais para criar trovoadas e agitar as águas dos misteriosos mares enquanto os navegantes passavam perto da costa africana. Depois de alguns dias contornando-a, o capitão avistou um porto e o barco dos heróis machucou o mar ao jogar suas âncoras água abaixo. Essa terra era Moçambique, e era habitada por um povo diferente, que falava árabe. Vasco conversa com o povo e vai se encontrar com o rei. O rei de Moçambique promete ajudar Vasco da Gama, emprestando-lhe um de seus pilotos para guiá-lo até as Indias.

O rei tinha prometido ajudar os grandes navegantes, mas, na verdade, era aliado de Baco. Baco não queria que os guerreiros voltassem para a terra portuguesa. Baco contou para o seu seguidor que se os portugueses contassem sobra a beleza das terras moçambicanas ao rei daquele grande e poderoso país, ele enviaria mais guerreiros para dominar seu reino. Baco tinha dois planos para o rei: matar todos em terra firme ou mandá-los para um lugar onde seu navio afundaria.

Pensando que tudo poderia ser uma armação, Vasco da Gama manda um grupo de homens armados para buscar água na terra. Os homens do rei Baco atacam, mas são derrotados pelas poderosas armas e grandes guerreiros lusitanos. Depois da devastação dos cavaleiros de Moçambique, o rei foi obrigado a entregar seu melhor piloto aos portugueses. Com isso, os portugueses poderiam seguir em sua aventura para as Índias.

Depois de alguns dias, Vasco da Gama e sua turminha de marmanjos chegaram à Melinde. O rei de Melinde era aliado do deus Netuno, deus que era a favor da aventura portuguesa. O rei recebeu os grandes guerreiros com um grande banquete, onde ele pediu que o comandante português contasse histórias fascinantes sobre Portugal.

A primeira delas foi a história de Inês de Castro. Inês não era uma pessoa qualquer. Mesmo sendo uma camponesa, ela conquistou o coração de D. Pedro, filho do rei de Portugal, e seu coração também foi conquistado por ela. Por conta de Inês não era de família rica e o povo estava reclamando na orelha do rei, D. Afonso mandou seus homens para mata-lá. Dizem até hoje que as algas avermelhadas do rio Mondego são por causa do sangue de Inês e que suas lágrimas formaram uma fonte, que foi nomeada “Fonte dos Amores da Inês”.
Depois de alguns anos, quando D.Pedro assumiu o trono, ele demandou que o rei da Espanha entreguasse os assassinos de sua amada.

Vasco da Gama também contou sobre o gigante Adamastor, criatura que ele havia encontrado durante sua viagem. O enorme animal, fala aos portugueses sobre as dificuldades que eles encontraram durante a sua aventura. Após terminar de contar sua história, Adamastor desaparece nas ondas e nas nuvens.

Chateado que seu plano não funcionou, o deus Baco conversou com seu amigo Neptuno, rei dos mares. Ele convence-lo de que os portugueses não são as melhores pessoas para aquela aventura. Os dois se juntam e tentam destruir os grandes herois da nação que com muita força de vontade contornou as dificuldades. Desesperado, Neptuno fala, “O fogo que eu acendi, vai me queimar vivo”.

Depois de tudo isso, os grandes guerreiros finalmente chegam as Índias. Lá, eles conheceram dois reinos e fizeram amizades com os povos da região. Trocaram seus brinquedos e instrumentos. Pouco tempo depois os portuguses estavam novamente em alto mar voltado a querida casa, Portugal.

Chegando em Portugal, eles foram premiados por Vênus que lhes deu a ilha do amor. Nesta ilha todos os desejos dos corasojos jovens portugueses se realizaram.

Assim acaba a história que deve ser a mais contada no mundo inteiro. A história que deve ser passada de pai para filho, para que todos conheçam e respeitem os grandes navegantes e guerreiros portugueses.

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