Brasileirando nas redes sociais: boas práticas para que seu filho use as redes de forma segura e saudável

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Por Aline Frederico
Coluna High Tech

Viver fora do Brasil nunca foi tão fácil no que diz respeito a comunicação. Com Skype, Whatsapp, Facebook, Instagram e outras redes sociais, falar com a família e amigos e os manter atualizados sobre o que ocorre lá e cá faz parte da nossa vida diária. Essa comunicação, no entanto, muitas vezes não fica restrita a parentes e amigos, e grande parte dessa informação fica disponível na internet. Uma parte dela para os donos dos sites que acessamos e outra parte visível a todos os usuários e acessível por sistemas de busca. É a chamada pegada digital.

Ter uma pegada digital não é necessariamente ruim, na verdade facilita a navegação e a busca de informações que sejam pertinentes a nós, por exemplo mudando o sistema quando estamos em um país diferente. Por outro lado, essa informação pode dar detalhes da nossa vida privada a terceiros e a verdade é que há muitas empresas lucrando com a comercialização dessa informação.

Modern Keyboard With Colored Social Network Buttons.

Outra questão importante é que essas informações são cada vez mais usadas por empresas de recrutamento e até por universidades na hora de selecionar candidatos; portanto a tal pegada digital pode ter um impacto considerável no nosso futuro e no dos nossos filhos. Muitas vezes não estamos cientes da dimensão desse impacto quando postamos algo na internet.

Se isso acontece até mesmo com adultos, como ficam então as crianças?

É sabido que as crianças e adolescentes, especialmente antes dos 13 anos, têm maior dificuldade em compreender o impacto que uma ação pode gerar no futuro. Então, o que fazer quando seu filho quiser ter contas nas redes sociais?

A maioria das redes sociais não aceita usuários com menos de 13 anos, no entanto é muito fácil criar uma conta com data de nascimento falsa. Só você pode avaliar se seu filho ou filha está pronto pra acessar essas redes. O importante é conversar muito caso você não ache que este ainda não seja o momento correto.

É importante que seu filho ou filha entenda essas razões, caso contrário é muito fácil que ele ou ela inicie sua vida virtual sem que você saiba, criando uma conta às escondidas. Isso aumenta ainda mais o perigo, pois a criança pode acessar conteúdos e postar informações sem estar ciente dos melhores modos de se proteger na rede, sem saber as regras da tal etiqueta virtual, ou sem ter consciência da imagem que ela está construindo sobre si mesma por meio de posts, comentários e outras formas de participação em ambientes virtuais.

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Caso o seu filho ou filha tenha uma conta nas redes sociais, ensine algumas boas práticas de etiqueta e segurança:

  • Nunca aceite como amigo, siga ou seja seguido, por pessoas que você não conhece na vida real.
  • Nunca divulgue nome completo, endereço, telefone, idade, data de nascimento e nome ou local da escola.
  • Evite divulgar fotos com uniforme escolar ou locais próximos à escola ou moradia que sejam facilmente identificáveis.
  • Seja sempre educado e respeitoso na rede, especialmente quando comentando sobre algo com a qual discorda.
  • Desligue as opções de localização do seu computador ou celular, pois essa informação pode muito facilmente levar a desconhecidos informações sobre onde você, estuda, etc.

Não esqueça de acompanhar o que seu filho vem publicando, quem são seus amigos virtuais e se as regras estabelecidas estão sendo seguidas. Ajude a criança a gerenciar as configurações de privacidade e nunca deixe a conta aberta ao público em geral: quanto menos gente ver o que seu filho ou filha posta, mais seguro estará hoje e no futuro. Finalmente, promova um espaço de diálogo constante em que a criança possa te contar quando algo de estranho ou algo que a tenha feito se sentir desconfortável aconteça na rede.

E claro, lembre-se que, antes de seu filho ou filha ter acesso à rede, você é quem veicula a maior parte das informações sobre ele ou ela. Uma grande parte das crianças hoje já tem uma presença virtual antes mesmo de nascer, com os pais postando fotos ou vídeos da ultrassonografia. Portanto, cuidado com o que você posta! Fotos do seu bebê peladinho podem parecer fofas agora, mas para um adolescente elas podem causar constrangimento e até estimular bullying por parte dos amigos. Sem contar o perigo de elas serem usadas fora de contexto ou até em sites de pornografia.

 

Screen Shot 2016-03-28 at 7.29.22 PMAline Frederico é pesquisadora e doutoranda em literatura infantil na Universidade de Cambridge e pesquisa livros infantis interativos no iPad. Colabora com o recém-nascido blog Literatura Infantil Digital e coordena o projeto Historinhas em Cambridge de contação de histórias em português. Na Plataforma Brasileirinhos, Aline comanda a coluna High Tech.

© Nosso conteúdo é protegido por direitos autorais. Compartilhe somente com o link, citando: Plataforma Brasileirinhos, Brasil em Mente.

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