Dia Mundial do Brincar

Por Mirella Estelles
Coluna Brincar

Maio é um mês festivo, onde temos vários motivos para comemorar! Além do Dia do PLH comemoramos também o Dia Mundial do brincar!

O Dia Mundial do Brincar foi criado em 1999, por iniciativa da Associação Internacional de Brinquedotecas e é celebrado em 28 de maio com a participação de crianças de idades e culturas diferentes. No Brasil, a Aliança pela Infância teve a iniciativa de difundir essa ideia há mais de dez anos e a data acabou tomando conta de uma semana inteira, de forma autônoma, por atores sociais diversos.

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Neste ano, a semana teve como tema “O Brincar que encanta o lugar”. Do dia 22 ao 28 de maio diversas ações foram relaizadas no sentido de promover e refletir sobre a importância do tempo da infância, no qual o brincar é essencial.

Aqui, você pode conferir alguns artigos de especialistas, publicações, vídeos e indicações de leituras para inspirar um novo olhar em relação ao tempo da infância, que alimentam a reflexão e a troca de experiências desse movimento e, é claro, o interesse de seguir brincando o ano todo!!!

 

Outras referências inspiradoras para brincar em qualquer tempo e lugar:

Documentário Brincar: um ato atemporal
A linguagem das brincadeiras é universal e atemporal, capaz de passear por diversas conjunturas históricas. Pensar as brincadeiras e o brincar na atualidade é um desafio emergente diante da imersão tecnológica em que vivemos. É necessário refletir a função social de cada brincadeira e seus reflexos socioculturais: do pega-pega ao Candy Crush, do passa-anel ao FarmVille, da boneca de sabugo à Monster High.

No intuito de instigar essa reflexão, o Museu da Mantiqueira apresenta o mini-documentário “Brincar: um ato atemporal”. É uma seleção de depoimentos a partir do Acervo Audiovisual do MuMan que, por sua vez, foi coletado entre 2014 e 2015, a partir da metodologia da História Oral com moradores de São Bento do Sapucaí, no estado de São Paulo, nascidos entre as décadas de 20 e 40.

Mapa do Brincar
Cds, livro para crianças, livro para adultos, teses que tem como tema central o brincar, aqui.

45 Brincadeiras de Roda
A roda é uma brincadeira presente na infância de muitas crianças de diversas regiões e culturas. Para brincar de roda não é preciso muita coisa, basta dar as mãos, cantar e girar. Em geral, a brincadeira de roda é acompanhada por uma cantiga, um tipo de canção popular. Veja mais, aqui.

 

11866333_10200987173157977_3036256342841833176_nMirela Estelles é arte educadora, contadora de histórias e brincante. Desde 2009, Mirela é educadora no Museu de Arte Moderna de São Paulo e responsável pelo programa Família MAM. Nessa coluna compartilha algumas experiências na coluna Brincando, considerando este um espaço para reflexão, troca e diálogo com todos interessados na arte de contar histórias, na arte de estar em contato com a arte, na arte de brincar!

 

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Brinquedos e brincadeiras da (nossa) cultura indígena

Por Mirela Estelles
Coluna Brincando

Para comemorar o dia de hoje – 19 de abril – gostaria de relembrar alguns brinquedos e brincadeiras presentes na cultura indígena. Quando estava na escola, recordo que este era um dia onde costumávamos nos vestir de índio, com cara pintada e pena na cabeça. Dançávamos em roda e soltávamos um som pela boca “ Uhuhuhuhuhuhu”.

Será que estas vivências nos aproximam ou nos distanciam da cultura indígena? O dia do índio não poderia ser mais que isso?
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Histórias para ver e ouvir

Por Mirela Estelles
Coluna Brincando

Fevereiro foi um mês cheio de comemorações pelos 7 anos da BEM, iniciativa que promove o português como língua de herança para os brasileirinhos que moram no exterior. Durante estes anos, a fundadora da Brasil em Mente, Felicia Jennings-Winterle, idealizou e realizou diversas ações que conectaram pessoas do mundo todo com o mesmo desejo de promover, refletir e discutir sobre a importância do desenvolvimento do bilinguismo e a conexão afetiva e efetiva com o português como língua de herança.

No meu primeiro contato com a Felicia, fiquei muito entusiasmada com a iniciativa ao perceber que, mesmo morando no Brasil, minha prática como educadora e contadora de histórias se afinizavam e dialogavam com os projetos da BEM no sentido da promoção da cultura tradicional da infância, tendo como base as narrativas, as brincadeiras e a valorização da cultura da criança.

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Quintal

Por Mirela Estelles
Coluna Brincando

“Acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade. A gente só descobre isso depois de grande. A gente descobre que o tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as coisas. Há de ser como acontece com o amor. Assim, as pedrinhas do nosso quintal são sempre maiores do que as outras pedras do mundo. Justo pelo motivo da intimidade.” Manoel de Barros

Eu tive um quintal!
Um só não, vários quintais!!!

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