Chiquinha Gonzaga – A Pioneira

A Brasil em Mente tem como um de seus objetivos centrais trazer, como seu nome indica, o Brasil e os brasileiros à mente das pessoas. Sendo março o mês que celebra as mulheres, estamos desenvolvendo uma série de posts sobre mulheres brasileiras de quem podemos nos orgulhar e muito.

As escolhas dos nomes foram feitas por um grupo de mulheres de diferentes áreas de formação. A homenagem de hoje foi elaborada por Rejane de Musis, educadora musical e promotora do PLH no estado de MA, EUA.

Francisca Edwiges Neves Gonzaga foi a primeira em muita coisa. Primeira chorona (primeira pianista de choro), foi autora da primeira marcha carnavalesca com letra (O Abre Alas, 1899) e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. E as alas se abriram para ela.

Tornou-se também a primeira compositora popular do país ao adaptar o piano à música popular brasileira. O sucesso começou em 1877, com a polca Atraente. Estreou no teatro de variedades em 1885, criando a trilha da opereta de costumes A Corte na Roça, de 1885. Mas seu maior sucesso nos palcos foi a opereta Forrobodó, de 1911, que chegou a 1500 apresentações seguidas após a estreia – produção que detém até hoje o maior desempenho de uma peça deste gênero no Brasil.

Compôs até os 87 anos de idade. Poderosa!

Sobre a Rejane
Rejane de Musis é graduada em Educação Musical pela UFMT e Pós Graduada em Gestão Cultural pelo SENAC-RJ. Já regeu mais de 20 corais infantis no Brasil e EUA e atualmente é professora de música e português como língua de herança para crianças, e produz o programa infantil Praticutucá.

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Suzana Herculano-Houzel, ciência acessível

A Brasil em Mente tem como um de seus objetivos centrais trazer, como seu nome indica, o Brasil e os brasileiros à mente das pessoas. Sendo março o mês que celebra as mulheres, começaremos uma série de posts sobre mulheres brasileiras de quem podemos nos orgulhar e muito.

As escolhas dos nomes foram feitas por um grupo de mulheres de diferentes áreas de formação. A homenagem de hoje foi elaborada por Débora Dantas, bióloga de formação e promotora do PLH no estado de NY, EUA. 

Suzana Herculano-Houzel é carioca, nascida em 1972 e formada em Biologia (com ênfase em genética) pela UFRJ. Fez mestrado na universidade americana Case Western Reserv, doutorado na Universidade de Paris VI (Pierre et Marie Curie) e Pós-Doutorado no Instituto Max Plank, na Alemanha; sendo que todos os seus trabalhos são na área de neurociências. Desde 2002 é professora na UFRJ e dirige o Laboratório de Neuroanatomia Comparada da UFRJ. Suzana possui mais de 45 artigos científicos publicados em mais de 11 anos de trabalho.

Sua carreira tem expressão mundial e ela já deu uma TED TALk sobre o funcionamento do cérebro humano. Assista, aqui.

A cientista se dedica à divulgação científica com linguagem simples e acessível. Em 2000 lançou o site O Cérebro Nosso de Cada Dia com artigos, notícias, exercícios, livros, charadas, videos e mais uma infinidade de itens acessíveis ao público que tem como objetivo desmistificar e popularizar a neurociência. Outro produto da enorme produtividade da pesquisadora são os seus livros. A lista é enorme – veja, aqui.

Um deles, A vantagem dos humanos: como nossos cérebros se tornaram notáveis (no original, The human advantage: how our brains became remarkable, MIT: 2016) discorre sobre a grande diferença entre o cérebro humano e o de outros animais. Os nossos são incríveis, mas esse fato não é por acaso. O cérebro humano foi construído a partir do de outros primatas que foram capazes de resguardar um grande número de neurônios com uma invenção tecnológica que permitiu que eles ingerissem muito mais calorias em muito menos tempo. E sabe que invenção foi essa? Cozinhar.

Outra marca da Suzana é seu constante esforço para conseguir condições decentes para os cientistas brasileiros. Se depender dela e de outras inúmeras profissionais brasileiras, teremos um futuro mais feminino na ciência e tecnologia brasileira que hão de sobreviver mesmo nas condições políticas atuais.

Parte do conteúdo retirado do site Cientistas Brasileiras.

Vamos falar de mulher? A leveza da vida

A Brasil em Mente tem como um de seus objetivos centrais trazer, como seu nome indica, o Brasil e os brasileiros à mente das pessoas. Sendo março o mês que celebra as mulheres, começaremos uma série de posts sobre mulheres brasileiras de quem podemos nos orgulhar e muito.

As escolhas dos nomes foram feitas por um grupo de mulheres de diferentes áreas de formação. A homenagem de hoje foi elaborada pela Dra. Carolina Prando, médica, especialista em Alergia e Imunologia. 

“Na faculdade eu tive muita dificuldade em ver o sofrimento dos pacientes. Diante de quem estava com muita dor, eu sofria junto. Nos casos em que não havia mais possibilidade de tratamento eu via famílias numa condição de total abandono… Eu perguntava: ‘Não tem mais jeito a doença, mas e a dor dele e da família? Não vão fazer nada?’. E daí vinha a maldita frase: “mas não tem nada para fazer”! Eu não me conformava com isso, ficava insistindo com os professores. Nos ensinam a ver o paciente como um instrumento de manifestação da doença e eu queria ver a pessoa através da doença.” Dra Ana Claudia Quintana Arantes, médica geriatra e especialista em cuidados paliativos . Saiba mais, aqui.

Cuidados Paliativos são os Cuidados de Proteção que melhoram a qualidade de vida dos pacientes e seus familiares, pois cuidam de tratar o sofrimento causado por uma doença grave que ameaça a continuidade da vida, em qualquer idade.Esta área ainda é cercada de tabus e preconceitos no Brasil, mas a Dra Ana Claudia Quintana Arantes tem revolucionado. Mais do que levar as discussões e formação em cuidados paliativos aos diferentes profissionais envolvidos neste processo, ela convida a sociedade brasileira a refletir sobre o tema ao compartilhar suas histórias em livros, textos e vídeos publicados na internet.

Sobre a Carolina
Carolina Prando, médica, especialista em Alergia e Imunologia. Dedica-se ao estudo e diagnóstico das Imunodeficiências Primárias há 20 anos. Sua experiência, profissional e pessoal, a faz reconhecer a importância do cuidado integral aos pacientes e seus familiares diante de uma doença progressiva e incurável.

Como falar e desenvolver o português, morando no exterior?

As perguntas são recorrentes. Em todo o mundo pais que falam português e desejam transmitir essa herança a seus filhos binacionais usam pelo menos um dos interrogativos a seguir: Como? Quando? Onde? Por que?

A cada dia vemos aparecer mais informação sobre o assunto. Que as vantagens excedem as desvantagens e que os frutos no futuro justificarão o que hoje pode parecer impraticável ou quase impraticável são fatos consumados. Mas, de novo, Como? Quando? Onde? Por que?

A Plataforma Brasileirinhos e os demais blogs que informalmente discutem questões sobre educação bilíngue estão repletos de argumentos e recursos. Mas, pensando nas respostas que você quer (e que às vezes precisa dar) da ponta da língua, aqui vão 5 perguntas e respostas.

Felicia Jennings-Winterle, Editorial

 

Screen Shot 2015-10-20 at 8.49.02 PMFelicia é educadora e pesquisadora sobre o português como língua de herança. Fundadora da Brasil em Mente, é editora da Plataforma Brasileirinhos.
© Nosso conteúdo é protegido por direitos autorais. Compartilhe somente com o link, citando: Plataforma Brasileirinhos, Brasil em Mente.

Como lidar com a resistência à uma língua com leveza

Não é novidade: não importa o país de residência nem o par de línguas envolvidas, bilíngues tendem a preferir o uso da língua majoritária – a língua do parquinho, dos colegas… de todo mundo. A tendência é achar que essas escolhas são fruto (somente) do nível de apreço que a sociedade demonstra em relação a uma língua em particular – no nosso caso, o português, “uma língua inútil, de pobre” – e do investimento e envolvimento da família.

Na prática, não é tão “simples” assim.

Cada família tem um estilo, um modo… uma política linguística que funciona (ou não) e que é própria e recorrente. O que nós pesquisadores “ditamos” como certo ou errado, se desenvolve de outro jeito no dia a dia. Os adultos têm vícios: falam “errado” ou de maneira “errada” (de forma que, verdade seja dita, linguistas e psicólogos esnobes torcem o nariz); a rotina é cheia de atividades e por isso o tempo e a paciência são curtos; há situações nas quais a negociação não é assim tão politicamente correta como os romances escritos por especialistas sugerem; e, mais importante, a criança tem vontade própria.

Pensando nesses fatores, aqui vão 5 dicas para enfrentar a resistência típica e previsível de bilíngues à língua minoritária com leveza, bom humor e otimismo.

Felicia Jennings-Winterle, Editorial

 

Screen Shot 2015-10-20 at 8.49.02 PMFelicia é educadora e pesquisadora sobre o português como língua de herança. Fundadora da Brasil em Mente, é editora da Plataforma Brasileirinhos.
© Nosso conteúdo é protegido por direitos autorais. Compartilhe somente com o link, citando: Plataforma Brasileirinhos, Brasil em Mente.