Língua de herança é língua de criança?

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Por Felicia Jennings-Winterle
Editorial Outubro/2016

Você já deve ter percebido que eu gosto de uma data comemorativa, não é? Por que não aproveitar a festa do mês, a notícia do dia ou o sentimento do momento para fazer uma boa reflexão?

Outubro é o mês das crianças, do Dia das Crianças. Não vou discutir a origem desse data, nem a questão do consumismo que ela pode (ou não) gerar. Não vou me deter a clichês reafirmando pela milésima vez algo que todos deveríamos ter na ponta da língua, grudado na mente que nem chiclete: “todo dia é dia da criança”; mas todo dia negligenciamos as crianças. Essas pequenas pessoas passam por absurdos em todo o mundo e bem perto de nós são forçadas a se tornarem, de um jeito ou de outro, mini-adultos. É realmente um papo triste e um que merece nossa atenção e discussão. Continuar lendo “Língua de herança é língua de criança?”

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O aprendizado de várias línguas

Texto original publicado em francês pelo site Naître et Grandir e traduzido para o português por Fernanda Aguilar (contribuinte do mês para o blog Brasileirinhos)

Sempre ouvimos que as crianças são como esponjas e que podem facilmente aprender outras línguas. É verdade, desde que elas sejam expostas a contextos variados e motivadas a aprender.

O desenvolvimento da linguagem de crianças expostas à duas línguas
O período pré-escolar é propício à aprendizagem de línguas por causa da capacidade de adaptação do cérebro da criança. Além disso, crianças pequenas distinguem e reproduzem os sons mais facilmente. Isso permite que elas falem sem sotaque.

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Por que ficamos arrepiados com o hino nacional?

Por Felicia Jennings-Winterle
Coluna LIP

Toda vez que toca o hino nacional, especialmente em grandes campeonatos como a Copa do Mundo, algumas pessoas se arrepiam; outras até choram. Eu e o Neymar somos suspeitos para falar. Mas por que isso acontece? Vamos lembrar um pouco das aulas de ciências para dar essa explicação.

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A diferença entre música e musiquinha

Por Felicia Jennings-Winterle
Coluna LIP

Na cultura brasileira usa-se o inho, inha, zinho, zinha não só para coisas pequenas, mas também para coisas gracinhas, fofinhas, lindinhas. O diminutivo é usado no transparecer de nossa ligação afetiva a algo ou alguém. Ironicamente, o mesmo recurso linguístico pode ser usado na definição de coisas medíocres, o que pode causar um problema para alguns conceitos.

No mundo da educação infantil é bem comum ouvirmos brincadeirinhas, aulinhas, musiquinhas, joguinhos. Por mais carinhosas que algumas dessas verbalizações possam ser, a diminutização é, às vezes, simplesmente reducionista.

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O que é a função executiva cognitiva

Por Felicia Jennings-Winterle
Coluna LIP

Você já ouviu falar nesse termo: função executiva? É parte do campo da cognição e tem tudo a ver com o bilinguismo. O post de hoje da coluna LIP discute 2 artigos publicados no The New York Times que destacam o bilinguismo e seus benefícios, entre eles o impacto na função executiva.

O título do primeiro artigo sintetiza uma questão muito atual, debatida por aqueles que de uma forma ou de outra levantam a bandeira do bilinguismo – por que bilíngues são mais espertos? O artigo foi publicado em 2012 com o título em inglês Why are bilinguals smarter? e discute como o bilinguismo influencia a inteligência do indivíduo de maneira mensurável.

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