Herança ou investimento?

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Por Felicia Jennings-Winterle
Editorial, novembro de 2016.

Você já sabe que o termo mais escrito nesta plataforma e em todos os trabalhos da Brasil em Mente é o “português como língua de herança”. Mas, por que herança?

Uma língua pode ter muitos status, quer dizer, dependendo da importância que ocupa na mente e no contexto de seu falante, pode ser materna, estrangeira, segunda, de imigração, de herança. Em cada contexto (informal, acadêmico) usa-se mais ou menos uma certa terminologia. Todas elas têm a ver com o nível de conhecimento e proficiência em um idioma e claro, têm a ver com as visões locais (de diferentes países) sobre multilinguismo, multiculturalismo, imigração, cultura… as tais políticas linguísticas.

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O caminho do contrário

Por Andreia Moroni
Coluna Educação Bilíngue

Dedico esta coluna aos alunos e colegas dos cursos de formação em PLH da BEM e do Elo Europeu por toda a troca e aprendizado.

Como talvez tenha acontecido com muitos de vocês, no momento de imigrar, de mudar de país, houve aquela pressão imposta de forma às vezes bastante violenta para aprender a língua do outro. Desse outro estranho, estrangeiro (mesmo quando o estrangeiro somos nós). Se não, não haveria trabalho. E, sem trabalho, a gente não paga as contas, é um aperto só. Ainda que implícito, esse convite para o bilinguismo muitas vezes se dá assim: entre adultos, na base da porrada. Uma relação bem ao contrário do colo e dos afagos recebidos no aprendizado do idioma materno na primeira infância. Continuar lendo “O caminho do contrário”

Perfil e Opinião: Ser pai de criança bilíngue não é tarefa fácil

Por Ingrid Helena
Perfil e Opinião

Ser pai de uma criança bilingue não é uma tarefa fácil. As críticas surgem muitas vezes já na gravidez. Na hora de mandar o filho para a escola, nem sempre você encontrará uma escola e professores com o devido preparo pedagógico para lidar com crianças bilíngues. Ignorância no assunto, falta de vontade e muitas vezes comodismo atrapalham um processo de aprendizagem da qual a criança é a maior beneficiada.

Eu sou brasileira, meu marido e meu filho são holandeses e no momento moramos na Bélgica, perto de Maastricht na Holanda. Aqui em casa falamos 3 idiomas: português entre eu e meu filho, holandês entre meu marido e meu filho, e inglês entre eu e meu marido. Com nosso filho não falamos inglês, mas como ele sempre nos ouviu falar em inglês e os programas na tv aqui não são dublados (exceto desenhos infantis) ele entende tudo que falamos.

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