Por que ficamos arrepiados com o hino nacional?

Por Felicia Jennings-Winterle
Coluna LIP

Toda vez que toca o hino nacional, especialmente em grandes campeonatos como a Copa do Mundo, algumas pessoas se arrepiam; outras até choram. Eu e o Neymar somos suspeitos para falar. Mas por que isso acontece? Vamos lembrar um pouco das aulas de ciências para dar essa explicação.

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Copa do Mundo: entre pátrias, chuteiras e nações

Por Ylane Pinheiro
Perfil e Opinião

Sempre achei aquela máxima do Galvão Bueno, “A pátria de chuteiras”, um certo exagero. Hoje, guardadas as devidas proporções, com mais racionalismo e menos sensacionalismo, vejo que ele tinha uma boa parcela de razão. Quando fui convidada para colaborar aqui no blog fiquei muito honrada e feliz por ter a oportunidade de dividir com outras pessoas um pouco da minha visão sobre o esporte, que não é exclusiva, mas também não tão comum como eu e demais entusiastas e estudiosos do esporte gostaríamos que fosse. E para começar, nada mais presente, atual e lógico do que falarmos um pouquinho sobre a Copa do Mundo e como nós, brasileiros, residentes no país ou não, nos relacionamos com esse megaevento esportivo tão presente na história de cada um.

Muitos de nós, adultos de hoje, crescemos ouvindo histórias sobre Copas do Mundo, colecionando álbuns de figurinhas de diversas edições e aprendemos – por motivos diversos – a curtir os períodos quadrienais da disputa do Mundial de Futebol, mesmo não sendo por gosto pela modalidade em si. Nem que fosse porque a gente saía mais cedo da escola e perdia a aula de matemática.

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Aqui (e em qualquer lugar) se fala português

Por Felicia Jennings-Winterle, MA
Coluna Pelo Mundo

usa_flagPelo Mundo deste mês chega até Chicago. Na verdade, um pouco mais no subúrbio, onde Renata Molina desenvolve um trabalho único na região, de pouquinho em pouquinho. Ela começou do básico – aqui se fala português. Com essa máxima, Renata tem inspirado diversos brasileirinhos e seus pais a falarem, brincarem e aprenderem numa língua secreta, numa língua muito especial. Renata começou também uma biblioteca. Eles estão na fase “estante-biblioteca”. E é assim mesmo que tudo começa. Continuar lendo “Aqui (e em qualquer lugar) se fala português”

Mãe só muda de endereço

Por Daniella Araújo
Perfil e Opinião

É comum pensar (e dizer) que mãe é igual em todo lugar, tem as mesmas preocupações e sempre faz as mesmas recomendações aos filhos. “Veste um casaco!” “Já escovou os dentes hoje?” “Não volte tarde…”
Para muita gente, o comportamento materno é uma espécie de manifestação universal, que se incorpora na consciência feminina das mulheres nos quatro cantos do globo a partir do momento em que elas dão à luz. O vínculo biológico entre mãe e bebê, claro, é o fundamento dessa crença num padrão de funcionamento materno universal.

Afinal, depois de carregar uma criaturinha dentro de você, dar de comer do seu próprio corpo, parece óbvio que mãe simplesmente saiba que é melhor para o filho a cada momento. Afinal, as necessidades do recém-nascido são biológicas. Até pelo menos dois anos de idade, a principal preocupação dos pais é o desenvolvimento físico; assuntos como mamadas, sono e cocô viram objeto de intensos e apaixonados debates.

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Estamos todos sob o mesmo céu

Por Felicia Jennings-Winterle
Coluna Pelo Mundo

thumbnailPelo Mundo deste mês destaca os encantos da obra de Marcelo Madeira. Escritor, compositor e publicitário residente na Suiça, Marcelo tem livros de contos e crônicas publicados: A vizinha suíça e Aperitivo de Letras. Desde 2010 realiza leituras interativas nas bibliotecas interculturais suíças, permeadas de ilustrações, brincadeiras e música ao vivo do livro  As Aventuras do Cometa Finório. As canções foram compostas especialmente para estes eventos e interpretadas por ele e sua esposa, a musicóloga Jolanda Giardiello com percussão, saxofone, violão e canto.

Plataforma Brasileirinhos – Marcelo, como surgiu esse trabalho com as bibliotecas?
Marcelo Madeira – 
Existe um grande esforço do governo suíço em promover a língua e cultura materna dos estrangeiros por meio de programas de integração como o HSK (Heimat Sprache und Kultur, em português, “Língua e Cultura Materna”) e numerosas bibliotecas interculturais espalhadas pelo país com acervo de mais de 250 línguas.  “As Aventuras do Cometa Finório” foi criado por encomenda atendendo um pedido da Pestalozzi Bibliothek. Pediram-me que eu fizesse uma história para as crianças lusófonas sem menções políticas ou religiosas, e que não privilegiasse a cultura de um país somente. Teria que ser uma história que falasse a crianças de Moçambique, Angola, Cabo verde, Brasil e Portugal. Por isso criei um personagem que percorresse o universo, e revelasse os mistérios e encantos das estrelas e dos planetas. Afinal, estamos todos sob o mesmo céu. A aceitação foi extraordinária, pois, curiosamente, uma das matérias mais apreciadas nas escolas suíças é a cadeira de Ciências Naturais (Naturwissenschaft).

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